Mudança cansa
Então dança
Enquanto forro a pança
E pensa bença
E não vença
Enquanto peço licença
E vire onça
E não sonsa
Enquanto abraço responsa
Me pinça! Me bagunça!

Vá com Deus!
Era uma árvore florida
E o principais frutos
eram a alegria e a fome de viver.
A vida não é mesmo justa.
Adeus!!! Saudade
Outro ótimo ensaio. Atores a fim.
As incertezas... As armadilhas
Uma nova jornada necessária
Todas são. Todas.
O ensaio de hoje foi muito bom
Improvisamos seis cenas
Tenho material para escrevê- las
Tenho movimentos belíssimos
Tenho frases muito felizes
E principalmente tenho já algumas
personagens com traços primários
O circo está muito interessante
Comédia dell'Arte e títeres.
E outras coisas mais.
Dias como hoje justificam
todo o perrengue, e me fazem
cada vez mais apaixonado pelo TEATRO.
E na panela tinha arroz colorido
e frango assado com batata.
Gosto demais do que escreveu Carlos Drummond de Andrade
Esse é um dos poemas que mais curto
Verdade
A porta da verdade estava aberta,
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.
Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.

Seremos sempre insaciáveis peregrinos
em busca do sagrado.
Pavimentamos o caminho
com esperanças, sonhos e dores.
E o sagrado será encontrado
quando mais nada fizer sentido,
a não ser o próprio caminhar.
Nascemos pedras,
e até descobrirmos que dói,
rolamos de encontro a tudo
Quebramos, trincamos, em estardalhaço.
Porém no final seremos água
que aprende a contornar,
a respeitar os obstáculos,
e a aproveitar os espaços.

Adoro a solidão desde pequeno
Talvez porque goste de pensar
Talvez porque preciso
Talvez porque seja egoísta
e queira exercer o direito
de ter um tempo pra mim
de uma longa conversa interna
de ouvir minha propria voz
no silêncio, na calmaria
Aí, mais forte enfrento as tempestades.
Adorei quando li na página do Facebook do meu amigo Joel
e adotei, e colei porque era tudo o que eu sempre quis dizer
sobre relacionamentos:

Procópio Ferreira, O AVARENTO - 1969
No início ainda, em fase de pesquisa
Esta grande comédia, cheia de desencontros
Que pretendo ambientar na zona rural
com os falares de Sengés, onde o sujeito
assim é chamado de CAINHO, ou REDICO,
ou MÃO DE SAMAMBAIA, ou UNHA DE FOME.
Ainda bem que não temos certeza de nada
porque improvisar vai ser a melhor parte.
Vamos nesta, que o projeto é apaixonante.
Adaptar ainda é minha melhor diversão.

Num primeiro momento parece insuportável
Mas as sábias palavras de Dona Marlene
"Não há mal que sempre dure, nem bem
que nunca acabe", couberam agora.
É tomar folego, realinhar as metas,
reformular o planejado, e sair
em busca do que me é caro.
Sorte para todos.

As aventuras do menino de madeira, e principalmente
isto do seu nariz crescer quando mentia,marcaram minha infância.
Mas PINNOCHIO, de Colody, fala de outras coisas
Fala do amor transbordante de um homem sem filhos
Fala dos perigos que as crianças correm, fora de casa
Fala de vícios, da síndrome de super-homem.
Fala da imprudência, da fragilidade, e da volta.
Pena que às vezes a volta se dá num caixão.
Caso do Pinnochio do Rio de Janeiro,
que não foi transformado num burro
mas em cadáver por aqueles que deveriam
protegê-lo naquela viela feia e estreita.
Quantos Pinnochios por este mundo afora
Sem Gepeto, sem Grilo Falante, e sem Fada.
Muitos até sem Deus!

HOJE MEUS OLHOS CHORAM
MENOS QUE O MEU CORAÇÃO
PERDI UM GRANDE AMIGO!
DOIS MESES DE VIDA E UMA LIÇÃO
O TEMPO DE UM AMOR NÃO SE CONTA!
Sabemos perder.
Sabemos sim.
estamos sendo treinados
nestes últimos anos
por esta cambada de incompetentes
tão bem pagos, e paparicados.
É bem este o segredo de saúde. Trabalho com o corpo.
Cuidar dele. Levá-lo a expandir os limites. Cansá- lo.
Meu pai morreu com cinquenta e nove anos.
Aposentou- se e descansou muito.
Aproveitou muito pouco da aposentadoria.
O corpo dele entendeu que era hora de descansar pra sempre.
Os homens morrem mais moços.
A mulher tem que manter a casa, e é mais vaidosa.
Mexe- se mais, portanto é mais saudável, e vive mais.
Está certo que é inverno, e que está muito frio.
Mas está tão quente nosso Centro de Convivência,
com tetos e mesas coloridas, bandeirinhas e flores.
E o esquentar dos tambores para os salgados,
coisas de milho, testes de quentões, corre-corre
para que o sábado coroe nossas expectativas.
O arraiá da Terceira Idade e da Cozinha Experimental
está lindo e pulsante de vida e de amores.
Aprendemos em todos os dias deste Centro de Convivência
a conviver, a respeitar e a ser útil.
Até!!!!
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